
A Marinha Brasileira vem ao longo dos últimos 20 anos dedicando especial atenção para a Guerra Subaquática. Colocando prioritariamente suas verbas para o desenvolvimento de equipamentos específicos desta área de atuação dentro do Teatro de Operações(TO). Entre estes equipamentos se destaca o desenvolvimento e fabrico de uma família de Minas Navais modulares, que hoje já conta com três tipo de minas. Tornando possível a total independência do Brasil neste sensível setor. A Guerra de Minas ainda é um dos maiores trunfos diante de um inimigo muito mais poderoso, podendo negar-lhe o uso do litoral, defendendo desta forma o território nacional contra possíveis ameaças.
A Empresa CONSUB S/A era uma firma brasileira, que surgiu do esforço para apoiar a Petrobrás(Empresa Estatal Brasileira de Petróleo) na tarefa de fazer prospecção de petróleo em águas profundas, especializada em engenharia submarina. Tendo sua sede na cidade de Niterói no Estado do Rio de Janeiro. Recentemente, a CONSUB foi absorvida pela Empresa Norueguesa DSND Subsea, passando a se chamar DSND Consub S/A. Dentro do programa de qualificação de industrias nacionais para o fornecimento de material bélico, esta firma foi escolhida pela EMGEPRON para receber a tecnologia da fabricação de minas navais, desenvolvida pelo IPqM(Instituto de Pesquisas da Marinha Brasileira) durante a década de 1980. Se tornando uma parceira de risco no desenvolvimento de outros produtos nesta mesma área, como o sino de mergulho. A primeira mina a ser fabricada pela CONSUB foi a Mina MFC 1/100. Sendo o último produto da parceria a Mina do tipo MFI. Esta mina ainda não está em produção, mas deverá ser fabricada também pela DSND CONSUB.
Mina de Fundeio e Contato-MFC 01/100

A MFC é uma mina de contato que foi concebida para defender o litoral contra invasões de navios e submarinos. Foi a primeira mina desenvolvida pelo IPqM da Marinha Brasileira em parceria com a firma CONSUB S/A, em 1990 foram construídas a primeira série de minas, cerca de dez, testadas com sucesso. A MFC pode ser usada em áreas com profundidade entre 10 e 100m, mesmo com fortes correntes. Pode ser programada para ficar inerte no fundo por um período fixo de tempo e se posicionar automaticamente na profundidade desejada. Um novo conceito de posicionamento na profundidade desejada permite uma acurácia de ± 1.00m, independente de ondas de superfície e de correntes. Seu projeto geral é no sentido de buscar a modularidade, assim, esta mina foi usada como base para o desenvolvimento da Mina do tipo MFI. Ela pode ser disparada a partir de tubos de torpedos com 533mm.
Ficha Técnica
| Dimensões | 1,4 m comprimento; 1,02 m altura; 1,5m largura e 0,523 m de diâmetro. |
| Peso Total | 770 Kgs |
| Carga Explosiva | 160 Kgs de trotil |
|
Profundidade de utilização |
10 até 100 metros |
| Profundidade de Fundeio | 03 até 50 metros |
| Acurácia de Plantio | cerca de +/- 1,00 metro |
| Fabricante | DSND CONSUB S/A. |
Mina de Fundeio de Influência Acústico/Magnética-MFI

A MFI é uma Mina de Fundeio de
Influência Acústico-Magnética, que tem como diferença básica da
MFC 01/100(Mina de Contato), um cabeçote que contém uma eletrônica associada aos
sensores acústicos e magnéticos e que processa as informações fornecidas por
estes sensores, promovendo, de acordo com um algoritmo pré-determinado, a
detonação da mina. A MFI é uma continuação natural do desenvolvimento da Mina de
Fundeio de Contato MFC 01/100, realizado no início da década de 90. Após uma
série de estudos preliminares durante os anos 1994 e 1995, inclusive com o
desenvolvimento de um sistema protótipo de aquisição de dados acústicos e
magnéticos e com uma série de levantamentos experimentais com este protótipo,
foi possível determinar-se os requisitos técnicos preliminares para a MFI. Em
1996, o IPqM, foi contratado pela Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha para
o desenvolvimento desta mina, cujo término ocorreu em junho de
1998. A MFI foi concebida para defender áreas marítimas com até 100
metros de profundidade contra incursões de navios e submarinos. Possui um
pacote eletrônico que, através de programação
antes do seu lançamento via terminal portátil, armazena limiares acústico e
magnético, fazendo atuar um algoritmo de detonação quando estes limiares são
alcançados como fruto da aproximação do alvo. Durante a sua montagem, podem ser
introduzidos, via software, diferentes tipos de algoritmos de detonação, a
critério do utilizador. Esta mina também pode ser disparada a partir de tubos de torpedos com 533mm.
Ficha Técnica
| Dimensões | 1,4 m comprimento; 1,02 m altura;1,5 m de largura e 0,523 m de diâmetro. |
| Peso Total | 680 Kgs |
| Carga Explosiva | 160 Kgs de trotil |
|
Profundidade de utilização |
15 até 100 metros |
| Profundidade de Fundeio | 10 até 50 metros |
| Acurácia de Plantio | cerca de +/- 1,00 metro |
| Tempo para Ativação | Programável via TPPT entre 1 e 72 h, com resolução de 1 h. |
| Distância de contra-Minagem | maior que 50 m para um campo minado com minas classe MFC e/ou MFI. |
| Vida útil no mar | 01 ano contínuo a contar da data do lançamento. |
| Vida útil armazenada | 60 anos, respeitando-se o plano de manutenção. |
| Sensoreamento acústico | Detecção por limiar de intensidade acústica. |
| Sensoreamento magnético | Análise de sinal magnético triaxial. |
MINA DE CASCO TEMPORIZADA

Quando da ocasião dos estudos preliminares para o desenvolvimento da Mina de Fundeio de Influência MFI em 1994, o IPqM foi contactado pelo Grupo de Mergulhadores de Combate (GRUMEC), que demonstrou o interesse em que fosse nacionalizado um determinado tipo de Mina de Casco, de ampla aplicação para aquele grupo. O IPqM, após estudos técnicos desta Mina, sugeriu que o seu desenvolvimento fosse incorporado como uma fase do desenvolvimento da Mina de Fundeio e Influência Acústico-Magnética, o que acabou sendo aceito pela administração naval.
A "MCT" foi concebida para ser empregada por mergulhadores de combate em operações contra navios ferromagnéticos, com propósito de promover danos nas obras vivas de modo a mantê-los temporariamente fora de operação. Esta mina é composta de uma estrutura em liga de alumínio que contém: um Módulo eletrônico de Programação e Disparo (MP-D), um banco de magnetos e um conjunto explosivo de Plastex. Após fixada, com auxilio dos magnetos, no casco do navio alvo, recebe uma programação de detonação. Após decorrido o tempo programado, o MPD promove a detonação da carga bélica, causando avarias consideráveis no casco do navio inimigo. É dotada também de um dispositivo anti-remoção. Consiste em uma unidade eletrônica de programação de tempo e comando de detonação, alojada em uma estrutura metálica, dotada de dois conjuntos de magnetos que viabiliza sua fixação nos cascos das embarcações alvo. O conjunto possui flutuabilidade ligeiramente negativa quando submerso, e é projetado para operar em profundidades de até 30m.
Ficha Técnica
| Dimensões | 0,428 m de comprimento; 0,375 m. de altura e 0,075m de largura |
| Peso Total | 15 Kgs; equivalente a 01 kg. dentro d'água |
| Carga Explosiva | 06 Plastex |
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Profundidade de utilização |
até 30 metros |
| Tempo de Programação | 25 min. até 24 horas |
| Dispositivo Anti-remoção | Sim |
| Fabricante | DSND CONSUB S/A. |